Na greve geral de 24 de Novembro, os sindicatos notaram a adesão de microempresários ao protesto. A crise tem dificultado o negócio e está a diminuir o número dos que sobrevivem. Em Outubro, havia menos 40 mil destes empreendedores do que há um ano.
| foto EDUARDO PINTO |
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| Mª de Fátima desistiu e empregou-se |
Não é apenas o número de trabalhadores por conta de outrem que está a cair perante a crise económica. O mesmo se passa com aqueles que tentam ganhar a vida por conta própria. Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que no final do terceiro trimestre deste ano havia menos 40 mil pessoas a trabalhar por conta própria do que no mês homólogo de 2009. Contas feitas, o total baixou de 867 mil para os actuais 827 mil casos.
A redução atinge também os que entram na categoria de trabalhadores por conta própria como empregadores, sendo que neste caso se assistiu a uma descida da ordem dos 5,7%: em Outubro de 2009, havia 267,7 mil destes empreendedores e em Outubro último contavam-se apenas 252,5 mil.
Empurrados pelo desemprego
A tendência não surpreende os dirigentes sindicais, para quem esta situação se deve duplamente à crise. Ou seja, por causa da difícil conjuntura económica muitas pessoas que trabalhavam por conta de outrem, estão a perder o emprego. Como resposta ao desemprego, avançam com um negócio por conta própria, sendo que este nem sempre tem o sucesso esperado, como atestam os número do INE. "Muitos estão a ver o seu negócio ruir porque não têm capacidade para enfrentar a voracidade do mercado", sublinha ao JN um dirigente sindical, assinalando ainda a frequente falta de formação de muitos destes trabalhadores que decidem avançar sozinhos. "Incentiva-se os desempregados a criarem o seu próprio emprego, mas não se lhes dá a formação necessária", precisa. Ler Mais .....

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