
Portugal não está “condenado a ter que recorrer ao Fundo Monetário Internacional”, defende o banqueiro.
As restrições à concessão de crédito, em 2011, vão ser uma realidade?
Vai ser claro, na minha perspectiva, que vai haver uma restrição maior à concessão de crédito por parte da banca portuguesa, mas isso é saudável. Porque o nível de endividamento, e de alavancagem da nossa economia, é maior do que a que deveria ser para a produção que temos. Portanto, é necessário haver uma contenção muito maior no crédito do que havia no passado. O que, repito, é positivo e poderá pôr-nos mais saudáveis.
Mas estamos a falar numa contenção na concessão de crédito ou numa contracção?
Neste momento, a concessão de crédito na economia estará a crescer à volta de 2%. Chegámos a crescer a 12%, 14%, 16%, 10% e, agora, vamos a 2%, ou seja, estamos praticamente parados. Imagino que no final do ano, ou no primeiro trimestre do ano que vem, provavelmente estaremos com crescimentos de crédito de 0%. Se vai haver uma contracção ou não, depende da resolução do problema do risco soberano do País. Se o fizermos, poderemos ter apenas uma paragem, se isso não acontecer, vamos ter uma contracção, isso é relativamente claro. Ler Mais ......
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