Da mesma forma que no seu quotidiano encontra pessoas que não merecem a sua atenção, pois só têm a capacidade de lhe roubar tempo e esgotar a paciência, na bolsa, também há empresas que não merecem de todo o seu dinheiro. São como aqueles vizinhos chatos que passam o tempo todo a gabar-se mas que estão longe de serem a figura que "pintam".
Nos mercados, as acções "gabarolas" são diariamente negociadas com um enorme "ruído" à sua volta, acabando por tornar qualquer análise racional à empresa pelos investidores pouco inconsequente até um dia alguém gritar que o "Rei vai nu". Foi isso que aconteceu em 2000 com a explosão da bolha das tecnológicas, em 2007 com a crise do ‘subprime' e com a crise da dívida soberana europeia. Exemplos desses no mercado não faltam. E apesar de os últimos dois anos não ter sido um período auspicioso para as acções, a verdade é que hoje continua a haver empresas a transaccionar a um preço demasiado elevado face aos seus fundamentais e aos seus concorrentes. A Hermes é um desses exemplos: dos 24 analistas que emitem notas de ‘research' sobre a empresa que comercializar produtos de luxo, 22 não têm dúvidas em recomendar a venda das acções e apenas um recomenda "comprar". Não é difícil de perceber de onde vem tanta falta de confiança dos especialistas no potencial da empresa. Além dos títulos estarem a cotar a um preço de quase nove vezes o seu valor contabilístico - muito por culpa da valorização de 70% dos títulos desde o início do ano - os investidores têm de pagar quase 9 euros por cada euro de vendas realizado nas suas lojas quando os accionistas dos seus concorrentes mundiais pagam apenas 1,41 euro. Ler Mais......
Sem comentários:
Enviar um comentário