
A guerra pelos depósitos está a levar os bancos a pagar mais pelos depósitos, para diversificar as fontes de financiamento.
A remuneração dos depósitos a prazo, tanto para famílias como para empresas, está ao nível mais alto dos últimos dois anos. De acordo com os dados do Banco de Portugal ontem divulgados, os bancos estão a pagar 2,68% pelas poupanças das famílias, o máximo desde Fevereiro de 2009. Já a taxa de juro dos depósitos para empresas registou mesmo, em Janeiro, a maior subida mensal de que há memória, dos 2,23% para os 3,21%, para um máximo de Dezembro de 2008.
Os bancos têm vindo a subir a remuneração dos depósitos desde Maio, altura em o financiamento junto do BCE duplicou de 17,7 mil milhões de euros para 35,7 mil milhões. Perante as dificuldades de financiamento nos mercados interbancários, os bancos vêem-se assim forçados a aumentar a remuneração dos depósitos na tentativa de captar recursos de clientes e diminuir a dependência do financiamento da autoridade monetária europeia. Um bom exemplo disso mesmo é a Caixa Geral de Depósitos.
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