Norteshopping facturou sem parar. Greve lá fora, grevistas cá dentro.
Quando as duas centrais sindicais anunciam mais de três milhões de trabalhadores em greve, entrar num "shopping" parece uma visita a um universo paralelo. Ali nada pára, a adesão dos funcionários é quase nula. É um microcosmo à parte. Tudo tem de estar a postos, até porque é esperado que os que decidiram parar encham as lojas. Os gerentes das grande superfícies dizem ver mais gente, mas os reflexos na caixa são quase nulos. Na ausência de uma manifestação aglutinadora, muitos grevistas repetiram o hábito do dia-a-dia: ir às compras.
À chegada ao terceiro maior centro comercial do País, o Norteshopping, em Matosinhos, somos confrontados com a primeira dificuldade. Um trânsito típico de hora de ponta, fora de hora de ponta. A segunda prova de fogo é no parque de estacionamento: foram precisos dez minutos para arranjar lugar. Parece ser dia de enchente.
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