
Os cortes salariais e o aumento de impostos justificam pessimismo, dizem os especialistas.
Os portugueses continuam muito pessimistas quanto à previsão de sua situação económica no próximo ano. De acordo com a sondagem da Marktest para o Diário Económico e TSF, o índice de expectativa de Novembro melhorou ligeiramente face a Outubro, quando o indicador atingiu o nível mais baixo de sempre, situando-se nos 14,45%. Em Novembro melhorou ligeiramente, para os 20,84%, evidenciando um pessimismo acentuado. Este nível corresponde a menos de metade do índice registado um ano antes, quando estava nos 44,22%.
O pessimismo resulta das medidas previstas no Orçamento do Estado para 2011 (OE/11), que prevêem cortes salariais entre os 3,5% e os 10% para a Função Pública, congelamento das pensões e o aumento de impostos, além da perda e redução de outros direitos, como o abono de família, por exemplo. "As expectativas das pessoas são baixas e têm de o ser, porque o contexto económico e político é gravoso", afirmou o economista e professor da Universidade de Coimbra, José Reis. Os especialistas ouvidos pelo Diário Económico consideram mesmo que a melhoria registada no índice em Novembro é insignificante, resultando mais de uma correcção.
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