quarta-feira, 9 de março de 2011

Bancos captam mais depósitos mas fecham torneira do crédito


O sector está a desalavancar a actividade, mas ainda assim não consegue reduzir a dependência do BCE.
Corte na concessão de crédito à economia, maior captação de recursos - reflexo da necessidade de desalavancagem - aumento das necessidades de financiamento e redução da exposição à dívida pública portuguesa. Estas foram as principais tendências que retrataram a actividade da banca nacional no arranque de 2011, um ano que será marcado pela exigência de reforço de capitais próprios, novos testes de ‘stress' e ensaio para o cumprimento das regras de Basileia III.
De acordo com as estatísticas do Banco de Portugal, os bancos portugueses voltaram a subir, em Janeiro e pelo oitavo mês consecutivo, a remuneração dos depósitos dos particulares. A taxa de juro paga subiu de 2,68% em Dezembro para 2,78% em Janeiro, o que corresponde ao juro mais alto dos últimos dois anos. Resultado? As famílias acederam ao chamariz, já que o montante que entrou nos cofres dos bancos aumentou 1,4 mil milhões, ultrapassando os 9,5 mil milhões de euros, o que já não acontecia há um ano e meio.

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