quarta-feira, 30 de março de 2011

Com o meu primeiro ordenado comprei um Rolex


A premiada ‘designer’ de interiores, Nini Andrade Silva, conta como gere o seu dinheiro e considera-se uma investidora conservadora na gestão das suas poupanças.
Nasceu na Madeira e tem a sua impressão digital marcada nos quatros cantos do mundo. Nini Andrade da Silva é conhecida pelo seu trabalho na área de arquitectura e ‘design' de interiores. Entre os seus projectos mais recentes encontram-se alguns exemplos emblemáticos como o Hotel Teatro (no Porto), o The Vine Hotel (no Funchal) ou o Fontana Park Hotel (em Lisboa). Em entrevista feita por mail ao Diário Económico, Nini Andrade Silva explica que o valor do dinheiro está ligado ao esforço do trabalho.
Na sua opinião, o que é que o dinheiro não compra? 
O dinheiro não compra felicidade. Podemos até achar que ajuda, mas se nós próprios não aprendermos a buscar a felicidade dentro de nós, não será certamente o dinheiro que contribuirá para tal. Ler Mais....

terça-feira, 29 de março de 2011

Juros dos certificados de aforro sobem para máximos de 21 meses


Apesar da subida, a remuneração dos Certificados de Aforro é três vezes inferior à dos Certificados do Tesouro.
São boas notícias para os investidores mais conservadores. Quem subscrever Certificados de Aforro em Abril vai beneficiar de um juro mais atractivo. A taxa de juro para as novas subscrições deverá fixar-se nos 1,257% no próximo mês. Um valor que compara com os 1,174% actualmente em vigor. Trata-se da remuneração mensal mais elevada desde Julho de 2009. A contribuir para esta tendência positiva está sobretudo a evolução da Euribor a três meses nas últimas semanas.
Recorde-se que esta taxa interbancária serve de referência para o cálculo da remuneração dos Certificados de Aforro e tem estado a subir de forma mais acentuada nas últimas semanas com a expectativa de que o Banco Central Europeu suba a taxa de juro de referência da Zona Euro, em Abril.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Um em cada três jovens adultos pensa que pagar com cartão de crédito não é gastar dinheiro

Foi uma das notícias da semana que passou no Reino Unido: um estudo em colaboração que envolveu o Barclays, algumas instituições assistencialistas vocacionadas para apoiar os jovens e um instituto de investigação independente (Social Market Foundation) conduziram um inquérito entre 1250 jovens entre os  16 e os 24, procurando conhecer melhor as suas competências em termos de literacia financeira e gestão das finanças pessoais.
Além de terem apurado a importância do aconselhamento junto do ”Banco dos Papás” e amigos, descobriram que um terço dos inquiridos não considerava que usar o cartão de crédito representasse uma forma de gastar dinheiro.
O Reino Unido tem em marcha o desenvolvimento de conteúdos currículares para o ensino de conceitos de literacia financeira. Como será por cá?
No caso dos detentores de cartões de crédito, dos 43% que não pagam a totalidade do saldo em dívida no final do mês apenas 22% dizem saber qual o valor exacto da taxa de juro associada ao cartão.”
“Questionados sobre o conceito de Euribor, apenas 9% dos inquiridos respondem com rigor e apenas 17% revelam saber o significado do spread que incide sobre uma taxa de juro de referência.”
“Embora a maioria dos inquiridos (73%) saibam correctamente identificar o saldo num extracto de conta, apenas 46% demonstram saber calcular esse saldo após uma simples operação de débito da conta ou têm noção do conceito de descoberto bancário. Os resultados são também menos positivos na avaliação do grau de risco de produtos financeiros.”


Saiba como ganhar dinheiro com a crise


Seis soluções para tirar partido da crise que afecta o Estado, os bancos, o sector imobiliário, os combustíveis e a bolsa.
Há vidas que davam um filme. A vida do investidor americano Jesse Livermore, nascido em 1877, é um desses casos. O seu percurso familiar vaticinava-lhe como destino uma vida dedicada a a agricultura. Mas Livermore quis fintar essa "sina". Reza a lenda que saiu de casa muito novo, com apenas cinco dólares no bolso, mas aos 15 anos já trabalhava como ‘trader'. Livermore fez crescer os cinco dólares que tinha no bolso para uma fortuna de vários milhões de dólares. Como? Durante o ‘crash' de 1929, tomou posições curtas (a apostar na queda das acções). Resultado: ganhou mais de 100 milhões de dólares após o ‘crash'. Embora o percurso de Livermore não tenha sido linear- ganhou e perdeu a sua fortuna por várias vezes ao longo da sua vida- o episódio revela que mesmo nos momentos mais críticos da economia é possível gerar ganhos. E a actual crise não é excepção. Ler Mais....

quinta-feira, 24 de março de 2011

Banca nacional precisa de 10,5 mil milhões no teste de ‘stress’ da S&P


A agência de ‘rating’ S&P realizou os seus próprios testes. Se os cenários extremos utilizados se confirmassem, três bancos teriam de aumentar capital.
Se o cenário negro traçado pela Standard & Poor's (S&P) acontecesse, os bancos portugueses precisariam de 10,5 mil milhões de euros para se recapitalizarem. A agência de ‘rating' realizou o seu próprio ‘stress test' à banca europeia, assumindo uma degradação económica gradual no espaço de cinco anos (2011 a 2015).
Entre os choques considerados, a análise feita assume, por exemplo, uma queda global do PIB de 20% em Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha, de 70% das bolsas nestes mesmos países e de 45% do mercado imobiliário, igualmente nestas quatro economias. São igualmente consideradas deteriorações macroeconómicas nos restantes países europeus, mas bastante mais suaves. As evoluções negativas utilizadas não são anuais mas sim sempre no acumulado dos cinco anos considerados. A agência faz questão de repetidamente ir referindo no estudo agora publicado que o trabalho realizado não tem por base as suas estimativas quanto ao que será a evolução da situação económica europeia. O objectivo é, pelo contrário, assumir cenários pessimistas para poder medir a resistência de cada economia e de sectores como o bancário e o segurador aos mesmos. A agência diz mesmo ser "improvável" que os cenários teóricos utilizados se materializem.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Um "site", um livro, uma revista

Os empreendedores em série, ou seja, aqueles que voam de projecto para projecto a grande velocidade, são um grande risco para os investidores.


Os empreendedores em série, ou seja, aqueles que voam de projecto para projecto a grande velocidade, são um grande risco para os investidores. Esta é a principal conclusão de uma pesquisa realizada por Deniz Ucbasaran, Paul Westhead e Mike Wright, a qual pode ser lida no site da "Harvard Business Revivew".

"Os empreendedores em série são uma raça diferente. Mesmo aqueles que tiveram aulas específicas para avaliar o que funcionou e o que falhou, mantêm o seu optimismo intacto apesar do fracasso. Outros recusam-se em saber por que é que falharam. 'Passar o tempo a pensar sobre o que aconteceu é um bilhete para o cemitério' disse um deles", anotam os autores.

Ao contrário dos chamados empreendedores de portfólio, que são capazes de ajustar as suas expectativas de acordo com as experiências, os empreendedores em série são excessivamente optimistas, em parte devido à profunda dor que sentem. "A investigação psicológica sugere que emoções fortes levam muitas vezes as pessoas a culparem os outros ou eventos externos, em vez de a si mesmos, para que possam manter uma aparência de auto-estima e um sentimento de controle", salientam estes especialistas. E, não raras vezes, os investidores tropeçam nestes empreendedores.

O www.hbr.org é um dos "sites" mais relevantes em termos de informação económica e empresarial. No seu computador deve-o colocar nos favoritos.

Ouro aproxima-se de recorde em Londres

O ouro está perto do máximo histórico em Londres, impulsionado pelos conflitos na Líbia e no Médio Oriente e pelos receios em torno da crise da dívida europeia.

O ouro está a escalar no mercado londrino. A contribuir para a tendência estão sobretudo as tensões na Líbia e no Médio Oriente, bem como as preocupações relativas à crise da dívida da Zona Euro.

Este contexto está a provocar um aumento da procura de investimentos alternativos e seguros, como é o caso do ouro – que está uma vez mais a assumir o papel de valor-refúgio.

O ouro para entrega imediata, negociado em Londres, está a subir 0,42% para 1.434,18 dólares por onça. Recorde-se que o máximo histórico é de 1.444,95 dólares e foi atingido a 7 deste mês.
Também o ouro para entrega em Abril, negociado no mercado de futuros de Nova Iorque, aprecia-se 0,37% para 1.432,90 dólares por onça.

“Os preços do ouro poderão continuar a ser suportados no curto prazo pelos conflitos no Médio Oriente”, disse à Bloomberg um analista da MF Global Holdings em Chicago, Tom Pawlicki.

“O ouro poderá ser sustentado também pelos receios em torno da crise da dívida soberana na Zona Euro. As preocupações relativas à segurança da moeda única podem voltar a dar um empurrão às matérias-primas e aos bens fixos e imobilizados, que poderão assim assumir um estatuto de valor-refúgio”.
Fonte. Jornal de Negócios

terça-feira, 22 de março de 2011

Famílias fogem dos certificados de aforro

Portugueses aplicaram apenas 30 milhões de euros nestas aplicações no mês de Fevereiro.
Apesar da taxa Euribor a 3 meses, que serve de referência para a remuneração dos certificados de aforro, ter escalado 17,8 pontos base desde o início do ano, a procura por estes produtos de poupança continua em queda.
De acordo com dados do boletim mensal de Março do IGCP, divulgado hoje, foram 289 milhões de euros que em Fevereiro as famílias portuguesas retiraram dos certificados de aforro face aos 30 milhões de novas subscrições. 

Estas operações traduziram-se assim num saldo líquido negativo de 259 milhões de euros e no 26º mês consecutivo em que o saldo líquido dos certificados de aforro registou um valor negativo. 

Do lado oposto estiveram os certificados do Tesouro que, no mês passado, contaram com um volume de novas subscrições de 138 milhões de euros, mais 31% que o registado em Janeiro, colocando o volume de subscrições totais destes produtos de poupança, indexados à evolução da ‘yield' das obrigações do Tesouro a 5 e 10 anos, nos 897 milhões de euros no final do mês de Fevereiro

Depósitos atingem novo máximo histórico


O valor dos depósitos dos particulares junto da banca aumentou em Janeiro, pelo quarto mês consecutivo, voltando a atingir máximos históricos, indicou o Banco de Portugal.
De acordo com o Boletim Estatístico publicado, esta terça-feira, pelo Banco de Portugal, o valor dos depósitos dos particulares situou-se nos 119409 milhões de euros em Janeiro, o que representa um aumento de 420 milhões de euros face a Dezembro.
O valor registado em Janeiro ultrapassa pela segunda vez a fasquia dos 119 mil milhões de euros, já atingida em Julho de 2010, e situa-se como um novo máximo histórico, desde que o Banco de Portugal dispõe destes dados, ou seja, Outubro de 1989.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Notas falsas apreendidas em Portugal sobem para níveis recorde


Em 2010, foram apreendidas quase 19 mil notas contrafeitas, o equivalente a um milhão de euros.
O título de maior falsificador de dinheiro na Europa ainda pertence a um português, Artur Alves dos Reis. A história remonta a 1925, ano em que conseguiu, com a colaboração de uma alargada equipa de "especialistas" cúmplices, falsificar uma ordem de impressão de dinheiro do Banco de Portugal e enviá-la para Inglaterra. Foram impressas 200 mil notas com o valor nominal de 500 escudos que, actualmente, corresponderiam a, pelo menos, 1,4 milhões de euros. A maior produção de dinheiro falso - totalmente verdadeiro - acabou por ser revelada nas páginas do "O Século".
Actualmente, o BdP disponibiliza, no âmbito da sua função de emissão monetária e regulação do sistema fiduciário, um programa de formação sobre o conhecimento das notas de euro. Será que, 85 anos depois da maior falsificação europeia, vários Alves dos Reis já aproveitaram para aprofundar conhecimentos, de forma gratuita, nessas acções de formação?
Com maior ou menor qualidade na falsificação, a verdade é que, em 2010, o banco central português apreendeu o maior número de notas contrafeitas em Portugal desde a introdução física do euro em Janeiro de 2002.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Como aprender a gerir melhor as suas finanças pessoais


Entre livros, cursos e aplicações informáticas, são diversas as ferramentas disponíveis que prometem ajudá-lo a gerir o seu dinheiro.
Sabe exactamente o que significam expressões como ‘spread' ou Euribor? Caso a sua resposta a esta questão seja negativa não estranhe. Será apenas mais um elemento entre o vasto número de portugueses que desconhecerá o verdadeiro significado de qualquer uma dessas palavras. No primeiro inquérito à literacia financeira da população portuguesa, realizado pelo Banco de Portugal em 2010, a proporção de inquiridos que não soube responder correctamente sobre o significado da Euribor e do ‘spread' foi de 91% e 83%. Se tivermos em conta que cerca de 2,5 milhões de portugueses têm um crédito à habitação, esse desconhecimento ganha peso. Contudo, este tipo de ignorância abrange muitas outras áreas das finanças pessoais e, tendo em conta o exigente cenário económico que o País enfrenta, pode ter implicações muito maiores nos bolsos dos portugueses.
Talvez por essa razão, não é de estranhar que as prateleiras das livrarias estejam a encher-se de literatura relacionada com a gestão das finanças pessoais. Ao mesmo tempo, têm também surgido cursos ou ‘workshops' cujo objectivo é familiarizar as pessoas com determinados conceitos, bem como a gestão do seu dinheiro. Teresa Caldeira, formadora da Nova-Etapa e com experiência em várias áreas da banca de retalho e banca de investimento, concorda que esta tendência é uma consequência da crise. "Quem antes não se preocupava, por exemplo, com as questões de financiamento agora já está interessado em saber como chegar junto de uma instituição e negociar o seu crédito", exemplifica. "O analfabetismo financeiro é gravíssimo, por isso este tipo de formações é importante, já que permite dar conhecimentos básicos às pessoas", acrescenta. Ler mais...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Taxas Euribor interrompem ciclo de quedas

Indexantes do crédito à habitação subiram hoje nos principais prazos, corrigindo das quedas recentes.



As taxas Euribor subiram hoje nos principais prazos, interrompendo o ciclo de quedas que tinha vindo a registar nas últimas sessões. A Euribor a três meses subiu 0,3 pontos base para 1,17% e a taxa a seis meses subiu para 1,477%, depois de quatro sessões a perder terreno. A Euribir 12 meses avançou para 1,915%. 
Estas taxas, que são as mais usadas como indexantes nos empréstimos à habitação em Portugal, continua a reflectir a expectativa de subida dos juros na Zona Euro, depois de no início deste mês Jean-Claude Trichet, o presidente do BCE, ter dito que é possível um aumento de juros na próxima reunião.

A confirmar-se, o preço do dinheiro naZona Euro deverá ser colocado em 1,25% na primeira semana de Abril. E as taxas Euribor deverão descontar esta diferença até lá. 

É que as taxas Euribor, sendo também taxas interbancárias (ou seja, são os juros cobrados pelos bancos entre si para se financiarem) costumam acompanhar a evolução da taxa directora, definida pelo BCE.

Assim, será de esperar que, pelo menos, a taxa a três meses continue a subir mais para conseguir descontar a totalidade do aumento de juros. É que a Euribor a três meses continua a negociar abaixo dos 1,25%.

A expectativa dos economistas, que anteriormente era de uma subida de juros este ano, está a ser elevada, por muitos, para que no final deste ano o preço do dinheiro esteja nos 1,75%, após três aumentos de juros. Um em Abril, outro em Setembro e depois um terceiro em Dezembro.

Contudo, só a evolução da inflação e das expectativas em relação à economia vão ditar a evolução do preço do dinheiro na Zona Euro. Hoje o Eurostat revelou que a inflação da Zona Euro subiu em Fevereiro para 2,4%.

terça-feira, 15 de março de 2011

Crédito ao consumo vai ficar mais caro a partir de Abril


Portugal é o terceiro país da Zona Euro com juros mais altos.
A imposição de taxas de juro máximas nos contratos de crédito aos consumidores foi uma medida aprovada pelo Governo no âmbito do Dia Mundial do Consumidor em 2009 e que entrou em vigor em Janeiro de 2010. No entanto, esta fixação das taxas continua a manifestar-se insuficiente para tirar Portugal do pódio dos países mais caros da Zona Euro.
O Banco de Portugal divulgou ontem os juros que a banca e as instituições financeiras de crédito especializado vão poder cobrar no próximo trimestre, onde é notório um aumento nos vários tipos de contratos face aos três primeiros meses deste ano. Contudo, a subida é mais acentuada nos cartões de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto que, a partir do mês de Abril, atingem o valor mais elevado desde que as taxas entraram em vigor. Há quatro trimestres consecutivos a subir, a Taxa Anual Efectiva Global (TAEG) máxima nos cartões de crédito ascende a 34,3%, o que compara com os actuais 33,2%. A este recorde não é alheia a actual conjuntura de dificuldades de financiamento que afecta a banca e as instituições especializadas, para quem é um imperativo obter liquidez e restringir a concessão de empréstimos, numa altura em que a cobrança duvidosa no consumo atinge os 8,23%, o rácio mais elevado em todos os segmentos de crédito.

Sonae investe 10 milhões para juntar Modelo e Continente


O grupo concentra-se numa única marca alimentar para dar melhores preços e promoções.
A fusão entre as marcas Continente e Modelo está visível a partir de hoje nas 176 superfícies da Sonae. Com um investimento de 10 milhões de euros, o grupo liderado por Paulo Azevedo mudou a sinalética das lojas em três semanas e lançou uma campanha publicitária - desenvolvida pela Euro RSCG - sobre a marca única Continente.
Luís Moutinho, presidente-executivo da Sonae MC, ‘sub-holding' do grupo para o retalho alimentar, afirmou ontem na apresentação da marca única que a fusão do Modelo com o Continente não foi decidida por "uma preocupação de eficiência", mas sim "querer ser mais forte na comunicação, mas também nos preços, promoções variedade, no serviço e agora na proximidade e conveniência", dois conceitos adquiridos com a marca Modelo.
A partir de hoje, os antigos Modelo passam a ter esta imagem e a chamar-se Continente Modelo

sexta-feira, 11 de março de 2011

Portugueses retiram 3,5 mil milhões dos fundos em menos de um ano


Fevereiro mantém tendência dos últimos dez meses, com a saída de mais de 200 milhões de euros.
Os portugueses continuam a fugir dos fundos de investimento. A fuga já dura há onze meses consecutivos e resulta num saldo líquido negativo significativo. Contas feitas, os investidores retiraram 3,5 mil milhões de euros destes instrumentos desde Abril do ano passado. A turbulência registada nos mercados financeiros, consequente da crise de dívida, levou os investidores a apostar em produtos com menor risco, como os depósitos, em detrimento dos fundos. Por outro lado, o rendimento cada vez menos disponível no bolso dos portugueses pode estar a levá-los a resgatar investimentos. A tendência de saída dos fundos tem-se mantido este ano e voltou a repetir-se no mês passado.
De acordo com o relatório mensal divulgado ontem pela APFIPP, em Fevereiro foram retirados mais de 200 milhões de euros dos fundos de investimento geridos por sociedades portuguesas. Apesar das subscrições terem atingido os 664,5 milhões de euros, os resgates ascenderam a 865,7 milhões, resultando num saldo líquido negativo mensal de 201,3 milhões de euros. Com a fuga de Fevereiro, o saldo das subscrições líquidas (subscrições menos regastes) desde o arranque do ano é negativo em 383 milhões de euros.

O que as empresas procuram nos jovens à rasca

Aptidões certas, trabalhar em equipa, adaptação a novas áreas, mobilidade, responsabilidade é a resposta.

"Nós, desempregados, ‘quinhentos-euristas' e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal." Assim começa o manifesto da "Geração à rasca" que sai à rua amanhã para fazer ouvir o seu descontentamento. Um descontentamento que o Presidente da República apoiou com o seu apelo ao "sobressalto cívico".
"Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo", disse Cavaco Silva, no seu discurso da tomada de posse. Com 276,7 mil jovens no desemprego, em 2010, mais 10,06% face ao ano anterior, a pergunta é: o que procuram os empresários nos jovens no momento de contratar? Aptidões certas, capacidade de trabalho em equipa e de adaptação a novas áreas, mobilidade geográfica e sentido de responsabilidade foi a resposta que o Diário Económico recebeu de empresários e empresas de recrutamento.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Beatriz Rubio: REMA/AX "'Encarar o mercado com pragmatismo e criatividade'

Perspectivas 2011.

Enfrentamos tempos difíceis. O país procura enfrentar as dificuldades com austeridade e contenção e os negócios e os cidadãos ressentem-se deste cenário. O que fazer? Lamentar a conjuntura e todos os factores e agentes que a potenciaram ou recentrar, reorganizar e recomeçar? Eu opto pelo segundo caminho, aquele a que chamo pragmatismo. 

Não vale a pena lamentos que nada mudam nem protestes inconsequentes é preciso olhar de frente para as situações e encontrar soluções à altura. 

Esta é a nossa postura RE/MAX e a forma como queremos dar a volta ao estigma da crise que inibe mentes e projectos. 

Prefiro ser optimista e estudar a História: sempre houve crises e dificuldades que geraram novos paradigmas, novos mercados, novas formas de fazer as coisas, e as sociedades reergueram-se.

O mercado imobiliário vai ressentir-se desta conjuntura como se tem ressentido nos últimos anos. 

A décadas de crescimento, sucedem-se décadas de abrandamento a que se sucederão, a seu tempo, novos crescimentos. Significa isto que neste momento não há mercado? Que não há potencial de desenvolvimento do negócio, de crescimento? Todo o contrário. 

O mercado existe e o potencial para crescer é enorme. Vejamos: cerca de 40% das transacções imobiliárias em Portugal ainda são directas ou seja, entre proprietários. Temos 40% de um mercado para conquistar. Quantos negócios podem dizer o mesmo? Ler Mais ...

Novo exame à banca europeia mais pessimista quanto a Portugal


Testes de ‘stress’ deste ano deverão prever cenário de ‘haircut’ de 20% para a dívida portuguesa.
Os testes de ‘stress' que vão ser feitos em breve à banca europeia deverão prever um cenário mais pessimista para a dívida soberana portuguesa. De acordo com o Financial Times, os novos exames ao sector financeiro vão assumir um possível ‘haircut' (desconto em relação ao valor facial da dívida) de 20% para as obrigações do Tesouro a cinco anos. Os testes realizados no ano passado previam um desconto de 14,1% em 2011 no cenário adverso.
De acordo com o mesmo jornal, também a dívida soberana espanhola irá sofrer um agravamento, ainda que bem mais ligeiro. O ‘haircut' a considerar nos testes, no cenário teórico adverso, é de 15%, face aos 12% considerados nos testes do ano passado. Para as restantes dívidas soberanas europeias serão igualmente desenhados cenários e consoante as especificidades das carteiras de dívida de cada banco, assim o efeitos destes testes sobre os mesmos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

PT manda 600 trabalhadores para casa


PT vai continuar a pagar parte dos salários aos trabalhadores suspensos e pré-reformados.
A Portugal Telecom (PT) vai reduzir o seu quadro de pessoal em cerca de 600 elementos, através de rescisões por mútuo acordo, passagens à pré-reforma ou suspensões de contrato, apurou o Diário Económico junto de fontes ligadas ao processo. Por esta razão, a operadora inseriu nas contas do último trimestre de 2010 uma provisão de 135 milhões de euros.
A notícia não causou alarme na empresa, porém, uma vez que a maioria destes trabalhadores deixam de trabalhar mas continuam a receber grande parte do salário. Fontes sindicais ouvidas pelo Diário Económico salientaram que não houve contestação à medida, à semelhança de outros programas anteriores de redução de efectivos.
"A maior parte destes casos diz respeito a pessoas com mais de 55 anos que passam à pré-reforma, ou de outras que, não tendo a idade mínima para tal, ficam em suspensão de contrato", disse uma das fontes ouvidas pelo Diário Económico, que não quis ser identificada.

Bancos captam mais depósitos mas fecham torneira do crédito


O sector está a desalavancar a actividade, mas ainda assim não consegue reduzir a dependência do BCE.
Corte na concessão de crédito à economia, maior captação de recursos - reflexo da necessidade de desalavancagem - aumento das necessidades de financiamento e redução da exposição à dívida pública portuguesa. Estas foram as principais tendências que retrataram a actividade da banca nacional no arranque de 2011, um ano que será marcado pela exigência de reforço de capitais próprios, novos testes de ‘stress' e ensaio para o cumprimento das regras de Basileia III.
De acordo com as estatísticas do Banco de Portugal, os bancos portugueses voltaram a subir, em Janeiro e pelo oitavo mês consecutivo, a remuneração dos depósitos dos particulares. A taxa de juro paga subiu de 2,68% em Dezembro para 2,78% em Janeiro, o que corresponde ao juro mais alto dos últimos dois anos. Resultado? As famílias acederam ao chamariz, já que o montante que entrou nos cofres dos bancos aumentou 1,4 mil milhões, ultrapassando os 9,5 mil milhões de euros, o que já não acontecia há um ano e meio.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Saiba como 'driblar' a subida dos juros


A taxa de referência do BCE pode subir já em Abril, o que é sinónimo de crédito à habitação mais caro.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, sinalizou, esta quinta-feira, uma subida do preço do dinheiro já em Abril, após dois anos sem mexidas. Desde Maio de 2009 que a Refi se encontra nos 1%, um mínimo histórico. É que o banco central está preocupado com a escalada dos preços das matérias-primas, que está a criar pressões inflacionistas. A taxa de inflação na zona euro subiu para 2,4% em Fevereiro, o nível mais elevado em 28 meses, encontrando-se pelo terceiro mês consecutivo acima da barreira de 2% em que o BCE considera existir estabilidade de preços.
Em reacção, as taxas Euribor registaram fortes subidas na sexta-feira, com o indexante a seis meses, a registar, em termos absolutos, a nona maior subida diária da sua história, disparando nove pontos base para 1,475%, o valor mais alto desde Junho de 2009. Ler Mais ...

Abrir uma empresa só custará um euro a partir de Abril


A medida pretende reduzir os custos de criação de micro-empresas e promover o emprego.
A partir do próximo mês, bastará apenas um euro para abrir uma empresa. O decreto-lei do Governo publicado hoje em Diário da República (DR), e que entra em vigor a 6 de Abril, reduz o capital social mínimo para a constituição de sociedades por quotas dos actuais cinco mil euros para um euro, no caso das sociedades unipessoais, e para dois euros quando têm, pelo menos, dois sócios.
A medida já tinha sido avançada em Dezembro e insere-se num pacote de iniciativas do Governo para estimular a economia. O objectivo é promover o emprego através do estímulo ao empreendedorismo, reduzindo os custos de contexto das micro-empresas. Outra das novidades do diploma é a possibilidade da constituição do capital social ser feita um ano depois da criação da empresa e não na altura da sua formalização.
Fora das alterações ficam as sociedades anónimas, que continuam a necessitar de um capital social de 50 mil euros, e as sociedades cuja constituição dependa de autorização especial (por exemplo, agências de câmbios).
Para já o Governo não consegue concretizar o impacto da medida na criação de novas empresas, mas garante que esta é uma tendência seguida por outros países (Alemanha, França, Reino Unido, Estados Unidos e Japão também eliminaram a exigência de capital social mínimo) onde o impacto foi significativo. Os últimos números disponíveis indicam que só em 2010 foram criadas 14.699 sociedades por quotas, menos 475 que em 2009.
Também anunciadas, mas ainda sem data de concretização, estão outras medidas de promoção da competitividade e do emprego como a Taxa Zero para a inovação, que isenta as empresas com grande potencial inovador do pagamento de taxas durante dois anos, e o programa Simplex Exportações, dedicado às empresas exportadoras.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Terreno - Venda / Large Ground Sale - São Jacinto, Aveiro - Portugal

Terreno - Venda / Sale - São Jacinto, Aveiro - Portugal


ECO RESORT - DUNAS DE S. JACINTO
O Eco Resort está situado num terreno de 28Ha inserido na península de S. Jacinto, estando a Este desta, a Ria de Aveiro e a Oeste o Oceano Atlântico, confinando a norte com a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto.
O Eco Resort proposto tem viabilidade de construção em área estimada de 40.000 m2, em localização privilegiada pois é plano em toda a sua dimensão. Neste projecto vamos poder contar com o programa"Polis Litoral Ria de Aveiro" 
A idealização do conceito arquitectónico foi concebido pelo Arquitecto Vasco Vieira                                
premiado pelo CNBC no empreendimento Sunray Village em Almancil (Algarve).

                                                                                                              Verdadeiro Paraíso em plena reserva natural. 
                                              True Paradise in full nature reserve
 View/Ver Link  --     http://www.remax.pt/122431032-347

30 Ideias para fazer crescer o seu dinheiro em 2011


O Económico reuniu 30 conselhos que o poderão ajudar a poupar mais euros e a rentabilizar o seu dinheiro.
Há muito tempo que as famílias portuguesas não enfrentavam um cenário económico tão difícil. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, no último trimestre de 2010 a taxa de desemprego em Portugal atingiu um novo máximo histórico ao situar-se nos 11,1%. Já 2011 arrancou com o forte peso de um pacote de medidas de austeridade para enfrentar a crise onde está incluída não só a subida dos impostos como a perda de benefícios fiscais. A desafiar a capacidade de resistência dos orçamentos das famílias portuguesas, está ainda a subida das taxas de juro e dos preços dos combustíveis. Perante uma conjuntura económica tão difícil, muitos portugueses terão que recorrer a uma exigente engenharia financeira para fazer resistir os seus orçamentos familiares. Mesmo quem não viva com orçamentos muito apertados, não conseguirá escapar a cortes nos seus rendimentos. Contudo, existem sempre formas de "esticar" o dinheiro ou mesmo fazê-lo crescer. O Diário Económico apresenta-lhe 30 ideias para o conseguir concretizar.
Poupança no dia-a-dia
1 - Em casa adopte um consumo consciente: poupe em gastos domésticos como a água ou a electricidade e aposte em equipamentos energeticamente eficientes. No caso da electricidade avalie se a potência contratada é a que mais se adapta ao seu consumo ou se não lhe compensa optar pela tarifa bi-horária. Para comprová-lo experimente o simulador da EDP. Na alimentação evite também gastos exagerados. Opte por tomar o pequeno-almoço em casa e guarde a ida a restaurantes para os momentos mais especiais. Corte ou reduza também pequenos gastos como o tabaco ou o café. Por exemplo, uma pessoa que diariamente fume uma carteira de cigarros e tome quatro cafés, gasta em média 192 euros ao fim do mês. Se reduzir para metade qualquer desses hábitos, vai poupar mensalmente 96 euros, com a vantagem acrescida de que também estará a contribuir para uma saúde melhor. Ler Mais...