Na semana passada perguntei a Vítor Gaspar e a Poul Thomsen se a economia portuguesa não enfrenta um 'credit crunch', susceptível de agravar a recessão de 2012.
Ambos afastaram esse cenário, embora Thomsen tenha sido mais enfático: o homem do FMI reconheceu que houve uma acentuada desaceleração no crédito, mas que não há sinais de que as empresas estejam a ser afectadas. E reafirmou, com Rasmus Rüffer, do BCE, que é um dos aspectos que a troika vai analisar na próxima revisão do programa português. Vítor Gaspar acabaria por ser menos taxativo...
Quem tem razão? As autoridades ou as empresas que se queixam cada vez mais de um 'credit crunch'? É verdade que as empresas tendem a exagerar... e que, às vezes, procuram bodes expiatórios para os seus erros. Mas na questão do crédito é bem provável que tenham razão: até as melhores empresas (incluindo as que exportam e ganham dinheiro) estão sem crédito. Situação agravada pelo braço-de-ferro entre a banca e as autoridades. .. Ler Mais....
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